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“Nárnia, ou Passárgada? Deixe-me Sonhar!”

Nárnia, Ou Passárgada? Deixe-Me Sonhar !

À sombra de uma árvore,

me deito à descansar...

Fecho bem os olhos,

e só escuto o som do mar.

De repente, uma chuva fininha...

Começa a garoar.

Trazendo calmaria, que

encontro só neste lugar.

De repente, estou em “Nárnia”...

Mas, como? Se não passei pelo guarda-roupas?!

Apenas, ouvi a trombeta tocar!

Mas, quando vejo...

Não era lá,

Era simplesmente...

Passárgada!

Um mundo tão bom

como estes, a gente até entra em êxtase,

e se perde por lá.

Começo enfim,

ouvir o canto do sabiá!

Canto esse, que todos falam

da palmeira onde ele está!

Olha lá, olha lá,

a palmeira onde ele está!

Mas, que decepção...

Abro um olho, e era só uma ilusão!

Acordo, com algum ‘ordinário’, com ar de superior, gritando:

-“Vai trabalhar, vagabundo!”... Paspalhão!

Mas, deixa-me!

Deixa-me sonhar!

Sonhar não custa nada,

e eu quero estar lá!

Em “Nárnia”, ou em “Passárgada”,

Ou na terra das palmeiras,

onde canta o sabiá!

Deixe-me em minha “Utopia”,

eu quero voltar para lá!

Afinal de contas, repito:

-Não custa Nada sonhar!

Que árvore era esta?

Que me deitei à descansar?

Era mais um sonho,

dentro de outro sonho...

que não me deixava acordar?

Que martírio, Senhor!

Cadê o som do meu mar?

Deixe-me acreditar, Senhor

Só não deixe-me, por favor!

Um dia desses, ainda volto para lá.

Eu quero acreditar, portanto,

continuarei à Sonhar!

(Poema que escrevi em referência à grande Literaturas: "Nárnia", do escritor C.S. Lewis; e "Passárgada", do Poeta Manoel Bandeira. Referência também ao Poema: "Canção do exilo", de Gonçalves Dias, um dos primeiros poemas e poetas que as escolas se 'encarregavam' de ensinar aos alunos. E, eu aprendi ainda criança.)

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Paullo Dourado
Enviado por Paullo Dourado em 05/09/2026
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